sábado, 10 de abril de 2021

Resenha: Brightly Woven - Alexandra Bracken, Leigh Dragoon, Kit Seaton (DLL21: HQ / Graphic Novel)

Primeira resenha de abril pro Desafio Literário Livreando (DLL21). Aproveitei o tema pra incluir mais um lançamento da Alexandra Bracken, autora que eu amo (já resenhei outros dois livros dela pro desafio desse ano). A graphic novel é baseada no seu romance homônimo, adaptada por Leigh Dragoon com arte de Kit Seaton.

De cara, já me apaixonei por essa capa que, além de lindíssima, é da minha cor favorita. Fiquei encantada com toda a arte da graphic novel. Maravilhosa demais.

Em Brightly Woven, a jovem tecelã Sydelle, após conhecer o feiticeiro Wayland North, entra numa jornada para ajudar a levar até a capital uma mensagem que pode impedir uma guerra. Ao longo do caminho, segredos são revelados, descobertas são feitas e a missão pode não ser tão simples quanto parece...

Eu sou suspeita pra falar sobre qualquer livro de fantasia porque eu simplesmente amo! Achei muito legal como a magia nesse mundo tem relação com as cores. Uma menção que tem na contra capa se refere ao livro como "uma mágica graphic novel sobre descobrir seu próprio poder", e acho que aponta pra um elemento legal da história. Gostei bastante da leitura. Achei Sydelle e Wayland super fofos. Pena que acabou rápido. Fiquei com gostinho de quero mais. Agora quero ler o romance original, mesmo sabendo que a autora fez algumas modificações pra GN.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Resenha: Quem canta reza duas vezes - Augusto Cezar (DLL21: de até 200 páginas)

Terceira resenha de março pro Desafio Literário Livreando (DLL21). Esse livro eu ganhei de presente da minha irmã e também enrolei pra lê-lo mais tempo do que gostaria mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. O livro tem 104 páginas, então, cabe no tema proposto com folga. rs

Neste livro, Augusto Cezar traz várias reflexões e apontamentos baseados em sua experiência e regadas com pensamentos de santo Agostinho. Foi uma experiência muito edificante para mim a leitura desse livro, mais uma excelente oportunidade de aprofundamento. Após a leitura de um trecho, precisei compartilhá-lo imediatamente com o meu ministério. Não podia guardar aquelas palavras só para mim.

Ele fala do nosso papel como servos e como artistas mas também da relação com o outro. Além das reflexões de santo Agostinho, também traz alguns ensinamentos de são Bento. Falando em santo Agostinho, o último capítulo em que fala da sua "relação" com a vida do santo é lindíssima. Enfim, acho que minhas palavras não estão a altura da qualidade do livro mas quero dizer que amei muito e vou deixar que alguns trechos do livro sirvam para recomendá-lo.

Alguns dos meus trechos favoritos:

"É no encontro com o outro que a minha vida ganha sentido e profundidade. É no encontro com o outro que a minha arte encontra razão de ser."

"... realizamos arte por amor. E nenhum amor verdadeiro é egoísta."

"Somos versos que, no encontro com o outro, compõem um novo universo."

"Fazer parte de um ministério é afinar o seu instrumento no diapasão do outro. É formar com o outro um acorde consonante com a fé que nos une."

"... porque a verdadeira liberdade não consiste em fazer o que temos vontade, mas em fazer o que devemos porque temos vontade."

"Se falharmos, recomecemos. Se cairmos, levantemos. Se pecarmos, confessemos a grande misericórdia de Deus. Nada estará perdido enquanto estivermos em busca."

domingo, 21 de março de 2021

Resenha: Música, chamado e serviço - André Florêncio (DLL21: com mais de 2 anos na estante)

Segunda resenha de março pro Desafio Literário Livreando (DLL21). Eu tenho mais livros que se encaixariam nesse tema do que eu gostaria. O tempo de espera de leitura reflete a minha capacidade de comprar mais livros do que consigo ler, mas estou tentando melhorar nesse ponto. Quase sempre eu termino me perguntando: "por que demorei tanto pra ler esse livro?".

Com o objetivo de auxiliar o músico católico a compreender seu chamado e a descobrir a melhor forma de exercê-lo, André Florêncio fala sobre o papel do ministro de música no Corpo de Cristo — Sua Igreja —, sobre suas responsabilidades e sobre diversas outras questões que envolvem seu trabalho.

Sirvo no ministério de música já há muitos anos (apesar de estar em "pausa" devido a pandemia) e entendo a importância de buscar aprender sempre mais, me aprofundar mais e a leitura deste livro vem de encontro a esse esforço. O André parte de suas vivências e traz reflexões e orientações muito importantes para aqueles que assumiram essa missão. Ele apresenta em diversas partes do livro perguntas para ajudar na reflexão, tanto individual quanto em grupo no seu ministério, e gostei muito dessa proposta. Muito me alegrou também ver algumas passagens que costumava levar para partilha na época em que coordenei a pastoral de música de minha paróquia. A leitura foi bem fluida e prazerosa.

domingo, 14 de março de 2021

Resenha: O mistério da Palavra de Deus - Pe. Raniero Cantalamessa (DLL21: de tema livre)

Primeira resenha de março pro Desafio Literário Livreando (DLL21)! Estamos vivendo na Igreja Católica o período da quaresma e, nesse espírito de preparação para a Páscoa, decidi direcionar minhas escolhas do DLL desse mês para livros de temática religiosa. Encaixei "O mistério da Palavra de Deus" na categoria tema livre.

Esse livro me surpreendeu bastante. Não li muito sobre ele quando o comprei (estava aproveitando uma promoção) mas tinha imaginado que seria algo na linha do que li no livro do prof. Felipe Aquino sobre A Sagrada Escritura, que também já teve resenha aqui no blog. Ao começar a leitura, me deparei com uma abordagem bem diferente mas que me proporcionou uma experiência igualmente enriquecedora.

Pe. Raniero Cantalamessa, dentre várias reflexões, traz uma discussão sobre a importância da palavra, sobre o anúncio da Palavra de Deus antes da vinda de Cristo e da mudança após a sua Encarnação. Nessa discussão, fiquei encantada pela maneira que ele trata a relação entre as três pessoas da Trindade e como seus papéis se complementam. Ele discute também a missão e responsabilidade daquele que anuncia a palavra e fala da importância da espiritualidade na leitura da Palavra de Deus. Este livro foi pra mim uma leitura prazerosa e enriquecedora. Fiquei com vontade de me aprofundar em alguns tópicos e pensando em quando devo relê-lo. Ameí e recomendo!

Alguns dos meus trechos favoritos:

"Do início ao fim, a Bíblia não é senão a mensagem do Amor de Deus às suas criaturas."

"Deus serviu-se da palavra para comunicar vida e verdade, para instruir e consolar."

"Palavra má é toda palavra dita sem amor."

"Palavra boa é aquela que sabe aproveitar o lado positivo de uma ação e de uma pessoa e, mesmo quando corrige, não ofende. Palavra boa é principalmente é aquela que transmite esperança."

"A única coisa que podemos fazer nas confrontações com o Espírito Santo, o único poder que temos sobre Ele, é o de invocá-lo e rezar."

"... quem multiplicou os pães não poderá talvez multiplicar também o tempo?"

"O Evangelho do amor não pode ser anunciado senão por amor. Se não amamos as pessoas que temos diante de nós, as palavras se transformam facilmente em suas mãos em pedras que ferem."

"... Deus, por vezes, empenha mais fadiga na conversão do pregador do que na daqueles a quem o envia a pregar."



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Resenha: A divina comédia - Dante Alighieri (DLL21: de autor italiano)

Última resenha de fevereiro pro Desafio Literário Livreando (DLL21)! Já tinha vontade de ler "A Divina Comédia" há algum tempo por conta de menções feitas a ele em outros livros que li (por exemplo: Instrumentos Mortais e No Mundo da Luna). O tema autor italiano do DLL20 foi um incentivo para começá-lo e até iniciamos uma LC ano passado com o pessoal do desafio. Acabei não concluindo na época mas retomei a leitura esse ano e aproveitei para encaixá-lo no DLL21.

ALERTA: CONTÉM SPOILERS

"Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança."

Essa frase é icônica pra mim por já ter visto referências a ela em vários lugares. Quis deixar o alerta porque pretendo mencionar algumas coisas do livro para explicar melhor do que gostei. Não acho que vai estragar a experiência de leitura mas, pra quem não gosta, já está avisado. Continue por sua conta e risco.

A Divina Comédia é dividida em 3 partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. A primeira com 34 cantos e as outras duas com 33 cantos cada. O texto é em versos e nele Dante usa pela primeira vez a terza rima.

A primeira coisa que preciso dizer é que este é um livro difícil de ler por diversos motivos: por ser poesia e precisar seguir uma estrutura e rima, por usar vocabulário antigo e não usual, por ter muitas referências. Então, demanda um pouco de esforço na leitura. Na edição que tenho, duas coisas me ajudaram muito: o resumo no início de cada canto (me parece que toda edição tem isso) e as notas no final. Essas notas explicavam as referências referentes aquele canto, seja de lugares, pessoas, personagens, cânticos, textos bíblico, etc. Apesar da dificuldade e do tempo que levei pra ler, gostei muito da experiência e pretendo reler futuramente para absorver melhor. 

Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção no Inferno é o cuidado que a Beatriz demonstra, ao enviar ajuda ao seu amado. É interessante observar que existe uma estrutura bem definida: em cada círculo é punido uma falta diferente. É um texto que me levou a reflexão, a pensar nas consequências e que as aparências enganam (me deparei com algumas figuras inesperadas no inferno). Assim como no Inferno, o Purgatório também uma estrutura bem definida. Em cada um dos seus círculos, temos a purificação associada a cada um dos sete pecados capitais. Eu gostei muito nessa parte de ver as referências a cânticos religiosos e salmos. Ao final de sua passagem pelo Purgatório, Dante precisa encarar e reconhecer seus próprios erros. O Paraíso é composto por nove esferas e sua estrutura segue as teorias de Ptolomeu. Gostei muito de poder ver a aparição de diversos santos e as reflexões feitas sobre as virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

Acho que a resenha já ficou gigante pra eu colocar todas as minhas citações favoritas, então, vou deixar uma só pra encerrar.

"O bem, enquanto bem, quando se entende,
Ateia amor que é tanto mais ardente,
Quanto mais de bondade em si compreende."


terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Resenha: Zinescritos #02 - Daniel Constantini e Sandro G. Moura (orgs.) (DLL21: escrito por 2 autores ou mais)

Mais uma resenha pro Desafio Literário Livreando (DLL21)! Essa é a segunda de fevereiro. Apesar de ser bem curta, tenho essa zine há algum tempo e ainda não tinha lido. Finalmente, chegou a hora!

O Zinescritos é um coletivo literário independente, criado em 2015 por um grupo de amigos escritores, que buscam se reunir uma vez ao ano para compartilhar sua paixão (além da oportunidade de fazer novos amigos). Nas páginas deste zine encontram-se trabalhos de diversos gêneros da literatura em textos dinâmicos e divertidos, produzidos com o único propósito de valorizar a literatura brasileira em toda a sua diversidade.

Esta publicação conta com 10 textos escritos por diferentes autores. Tive a oportunidade de conhecer boa parte desses autores e seus trabalhos quando participei das coletâneas da Andross Editora, então, já estava com a expectativa alta para essa leitura. 

Gostei muito de todos textos e da diversidade de gêneros. Em um deles me surpreendi bastante porque o título e o início me fizeram imaginar uma coisa e o desenvolvimento do conto foi completamente inesperado. A arte da capa foi muito bem feita e faz referência a cada um dos textos. Muito legal olhar a capa após a leitura e enxergar o elemento de cada história. Curti muito a leitura e super recomendo!

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Resenha: Lore - Alexandra Bracken (DLL21: com uma palavra no título)

Primeira resenha de fevereiro pro Desafio Literário Livreando (DLL21)! Acompanho o trabalho da Alexandra Bracken desde que li a série The Darkest Minds e estava super ansiosa por esse lançamento.

A cada sete anos, começa o Agon. Como punição por uma antiga rebelião, durante sete dias, nove deuses gregos são forçados a caminhar na terra como mortais, caçados por descendentes de linhagens antigas, todos dispostos a matar um deus e tomar seu poder divino e imortalidade. Lore Perseous se afastou dessa realidade há anos mas, quando a próxima caçada está prestes a começar em sua cidade, ela pode não ter outra escolha a não ser encarar seu passado e participar do Agon.

Um livro baseado em mitologia grega escrito por uma autora da qual sou fã, já sabia que eu ia amar e não me decepcionei. O livro me envolveu de tal maneira que sacrifiquei alguma horas de trabalho e de sono para terminá-lo o mais rápido possível. Gostei muito de ver a força e a determinação de Lore, eu lia ansiosa para conhecer um pouco mais sobre ela e entender melhor o que aconteceu no seu passado. Me apaixonei completamente pelo Castor (não vou falar mais sobre ele para não dar spoiler). Pude conhecer personagens cativantes e alguns detestáveis (sempre bom ter uns vilões pra odiar rs).

Adorei o ritmo do livro, com bastante ação e tretas rolando. Me surpreendi e quase infartei em algumas partes. Gostei de conhecer alguns "novos" mitos e versões diferentes de alguns mitos "antigos" (uma das vantagens de ler histórias inspiradas em mitologia). Curti ver no livro uma discussão super importante sobre o papel da mulher nessa sociedade. Enfim, amei e super recomendo!

Alguns dos meus trechos favoritos (com tradução livre):

"Sometimes you just have to survive to fight another day."
(Às vezes, você só precisa sobreviver para lutar outro dia.)

"The only real thing in this world is what you can do for others. How you can take care of them."
(A única coisa real neste mundo é o que você pode fazer pelos outros. Como você pode cuidar deles.)

"Scars, her father used to tell Lore and her sisters, are tallies of the battles you've survived."
(Cicatrizes, seu pai costumava dizer a Lore e suas irmãs, são contagens das batalhas que você sobreviveu.)

"It's not always the truth that survives, but the stories we wish to believe. The legends lie. They smooth over imperfections to tell a good tale, or to instruct us how we should behave, or to assign glory to victors and shame those who falter. Perharps there were some in Sparta who embodied those miths. Perharps. But how we are remembered is less important than what we do now."
(Nem sempre é a verdade que sobrevive, mas as histórias em que desejamos acreditar. As lendas mentem. Elas suavizam as imperfeições para contar uma boa história, ou para nos instruir como devemos nos comportar, ou para atribuir glória aos vencedores e envergonhar aqueles que vacilam. Talvez houvesse alguns em Esparta que encarnavam esses mitos. Talvez. Mas como somos lembrados é menos importante do que o que fazemos agora.)

"We must release the past if we are to ever find a future."
(Devemos liberar o passado se quisermos encontrar um futuro.)

"Sometimes, he'd said, the braver thing is to accept help when you've been made to believe you shouldn't need it."
(Às vezes, ele disse, a coisa mais corajosa é aceitar ajuda quando você foi levado a acreditar que não deveria precisar dela.)

"Strong or weak — I hated those were the only things we were allowed to be. I wanted to be defined by the life I lived."
(
Forte ou fraco — eu odiava que essas eram as únicas coisas que podíamos ser. Eu queria ser definido pela vida que vivi.)

"When we can't change the past, the only thing left is to move forward."
(
Quando não podemos mudar o passado, a única coisa que resta é seguir em frente.)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Resenha: The Darkest Legacy - Alexandra Bracken (DLL21: que era pra ser lido em 2020)

Terceira resenha de janeiro pro Desafio Literário Livreando (DLL21). Conheci a série The Darkest Minds (Mentes Sombrias) através do filme baseado no primeiro livro, que assisti no final de 2018. No início de 2019, li quase todos o livros da série mas ficou faltando o The Darkest Legacy, que se passa alguns anos depois do livro anterior. Eu comecei a lê-lo ano passado mas acabei parando ainda no início. Nunca fez muito sentido eu ter parado a leitura (essa série é uma das minhas favoritas) mas, finalmente, corrigi esse erro (em 3 dias rs). 
ALERTA: Pode conter spoilers dos volumes anteriores da série.

The Darkest Legacy se passa 5 anos após os acontecimentos de In the afterlight e é narrado por Zu. Após ser acusada de ser responsável por um ataque, ela precisa fugir para sobreviver e lutar para provar sua inocência e descobrir o que está por trás do ocorrido.

Como eu já esperava, amei muito esse livro! Gosto muito da escrita da Alexandra Bracken e da realidade que ela criou nessa série que foi brilhantemente complementada por este volume. Por se passar 5 anos após o livro anterior, nos permite ver como as coisas se desenrolaram e saber o que aconteceu com os nossos personagens queridos. Infelizmente, se recuperar das consequências do IAAN e dos campos foi mais difícil do que se esperava. Gosto como, na série, tudo é bem justificado e como as coisas se relacionam. Alguns temas que aparecem e que, pra mim, são motivos de reflexão são o preconceito, a busca por poder, e a questão dos interesses políticos. Claro que também conhecemos novos (e misteriosos) personagens que vão revelar um "outro lado" da história.

Achei esse livro eletrizante, com uma treta surgindo atrás da outra. Deu até pena da Zu que não teve um minuto de descanso. rs Fiquei completamente apaixonada pela história e, quando engrenei na leitura, não queria largar o livro (cheguei a virar a noite lendo e tinha bastante tempo que não fazia isso). Enfim, amei e já estou planejando uma releitura da série em breve porque já estou com saudades.

Alguns dos meus trechos favoritos (com tradução livre):

"I'd rather be the fool who hopes and works toward change than the cynic who does nothing and laughs when his doubts are proven right."
(Prefiro ser o idiota que espera e trabalha pela mudança do que o cínico que não faz nada e ri quando suas dúvidas se provam certas.)

"The cruelest truth about life is that it just goes on — the sun rises, gravity keeps your feet on the ground, flowers open their faces to greet the sky. Your world could be dissolving with grief or pain or anger, but the sky would still give you the most breathtaking sunrise of violet warming to shell pink."
(A verdade mais cruel sobre a vida é que ela simplesmente continua - o sol nasce, a gravidade mantém seus pés no chão, as flores abrem seus rostos para saudar o céu. Seu mundo poderia estar se dissolvendo de tristeza, dor ou raiva, mas o céu ainda lhe daria o nascer do sol mais deslumbrante de violeta se transformando em rosa escuro.)

"Isn't it better to try to fix something with potential than to smash it into a thousand pieces and hope whatever comes next is better?"
(Não é melhor tentar consertar algo com potencial do que quebrá-lo em mil pedaços e esperar que o que vem a seguir seja melhor?)

"Nothing about failure is final unless you accept it" 
(Nada sobre o fracasso é definitivo a menos que você o aceite.)

'"Penance can mean prayers for forgiveness," Roman said. "But it can also be works that do enough good to earn it." He looked around the tent. "You've suffered enough. Don't let your pain become a prison."'
("Penitência pode significar orações por perdão", disse Roman." Mas também podem ser obras que fazem bem o suficiente para merecê-lo." Ele olhou ao redor da tenda. "Você já sofreu o suficiente. Não deixe sua dor se tornar uma prisão.")

"If they wouldn't see us as human, I thought, we'd make sure they understood we were something more."
(Se eles não nos vissem como humanos, pensei, faríamos com que eles entendessem que éramos algo mais.)

"The way forward isn't to choose the best of two bad choices, it's finding a way to navigate between them."
(O caminho a seguir não é escolher a melhor das duas escolhas ruins, é encontrar uma maneira de navegar entre elas.)

"there's power in our voices: never be afraid to use them to ask for what you deserve, and to fight for the rights of others and what you believe in."
(há poder em nossas vozes: nunca tenha medo de usá-las para pedir o que você merece e lutar pelos direitos dos outros e pelo que você acredita.)


sábado, 9 de janeiro de 2021

Resenha: Mais que amigos - Lauren Layne (DLL21: que ganhou de presente)

Segunda resenha de janeiro pro Desafio Literário Livreando (DLL21). Este livro eu ganhei no amigo secreto do DLL em 2019. Tinha separado pra ler pra esse mesmo tema no desafio de 2020, em dezembro, mas, como me enrolei, ficou como leitura pra 2021.

-------------
Sinopse:

Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível?

Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento.

Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver.

Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo?
-------------

Eu adoro uma comédia romântica, então, já tinha certeza de que ia amar o livro. A leitura foi super fluida e envolvente e gostei muito de ter os capítulos intercalando os pontos de vista de Parker e Ben. Gostei muito da dinâmica entre eles e do cuidado que tinham um com o outro. 

Depois de acompanhar o bom e velho clichê de amigos que se tornam algo mais (que eu amo!) me peguei refletindo sobre alguns fatores que influenciam/complicam a situação: como é necessário um autoconhecimento pra entender seus sentimentos, a importância de enfrentar o medo da mudança e a questão da (falta de) comunicação. Acho que essa minha reflexão foi levemente influenciada pelo livro sobre relacionamentos que terminei de ler essa semana. rs 

Amei o livro e fiquei com gostinho de quero mais. 



Resenha: Chain of Gold - Cassandra Clare (DLL21: de seu autor favorito)

Primeira resenha de janeiro pro Desafio Literário Livreando (DLL21).  Costumo dizer que não tenho só um autor favorito porque tem vários autores que eu amo, mas Cassandra Clare definitivamente faz parte desta lista de favoritos. Tanto que já há alguns anos eu compro seus livros na pré-venda e em inglês (não aguento esperar lançar a versão brasileira). Acabei demorando pra ler esse mas, finalmente, tirei o atraso.

O Chain of Gold (Corrente de Ouro) é o primeiro livro da trilogia The Last Hours (As Últimas Horas) que se passa na Londres Edwardiana, alguns anos após os eventos retratados na trilogia As Peças Infernais. Nele, após um longo período de aparente "tranquilidade" os Caçadores de Sombra precisam enfrentar uma nova ameaça.

Eu sou completamente apaixonada pelo universo dos Caçadores de Sombra criado pela Cassandra Clare, então, não tinha dúvida de que amaria Chain of Gold. E ele não me decepcionou! Que livro maravilhoso! Quantas emoções! Sofri, fiquei angustiada, surpresa, emocionada,... Estava ali, juntinho com os personagens, sentindo com eles e por eles. E que personagens! São muito bem construídos, reais, com suas imperfeições, falhas e traumas, encarando as consequências de seus atos. Adorei a dinâmica entre o nossos protagonistas: os Merry Thieves (James, Matthew, Tomas e Christopher), Cordélia, Lucie e Anna. Já conhecia um pouquinho deles de algumas das histórias curtas já publicadas antes (a que mostra o início da amizade entre Matthew e James é uma das minhas favoritas, e eu chorei com a que conta o segredo/trauma que Matthew esconde). Preciso dar um destaque especial pra Cordélia. Que mulher maravilhosa! Forte, determinada, sempre zelando por sua família e amigos, determinada a se tornar uma heroína.

É um livro que conta com muita ação (combater demônios não é mole!) e muitas tretas. Até agora estou me perguntando: "o que foi esse final?" Já quero o próximo! Ainda bem que falta pouco pro Chain of Iron ser lançado (um ponto positivo de eu ter demorado a ler o livro rs).

Alguns dos meus trechos favoritos (com tradução livre):

"People are only invencible in books."
(As pessoas só são invencíveis nos livros.)

"But memories can be bitter as well as sweet."
(Mas as memórias podem ser tanto amargas quanto doces.)

"She wondered if not being able to help the people you loved was the worst feeling in the world."
(Ela se perguntou se não ser capaz de ajudar as pessoas que amava era a pior sensação do mundo.)

"Do not confuse conditioning with a native inability."
(Não confunda condicionamento com uma incapacidade natural)

"I believe there are always those who stay vigilant and seek the truth rather than easy answers."
(Eu acredito que sempre existem aqueles que permanecem vigilantes e buscam a verdade ao invés de respostas fáceis.)

"Do not let those who cannot see the truth tell you who you are."
(Não deixe aqueles que não são capazes de ver a verdade dizerem quem você é.)

"We do not get to choose when in our lives we feel pain," said Matthew. "It comes when it comes, and we try to remember, even though we cannot imagine a day when it will release its hold on us, that all pain fades. All misery passes. Humanity is drawn to light, no darkness."
(Não podemos escolher quando em nossas vidas sentimos dor ", disse Matthew. "Chega quando chega, e tentamos lembrar, mesmo que não possamos imaginar um dia em que ela irá liberar seu domínio sobre nós, que toda a dor desvanece-se. Toda miséria passa. A humanidade é atraída pela luz, não pelas trevas.)

"The point of stories is not that they are objectively true, but that the soul of the story is truer than reality. Those who mock fiction do so because they fear the truth."
(O objetivo das histórias não é que sejam objetivamente verdadeiras, mas que a alma da história seja mais verdadeira do que a realidade. Aqueles que zombam da ficção o fazem porque temem a verdade.)

"You decide the truth about yourself. No one else. And the choice about what kind of person you will be is yours alone."
(Você decide a verdade sobre si mesmo. Ninguém mais. E a escolha sobre que tipo de pessoa você será é somente sua.)

"Let no one who loves be called altogether unhappy. Even love unreturned has its rainbows."
(Que ninguém que ama seja chamado de infeliz. Mesmo o amor não correspondido tem seu arco-íris.)