Inconsequentes,
nos jogamos,
insistimos,
experimentamos.
Tudo pela novidade,
pelo gosto doce
da felicidade
procurada
no inesperado.
Adrenalina,
fuga da rotina,
altas apostas:
"Eis a sorte à porta".
No entanto,
quanto mais alto
maior o tombo.
Ilesos,
não ficamos.
O tempo cura,
a ferida sara,
a dor ameniza.
Mas o corte profundo
jamais é esquecido
Nas lembranças,
é revivido
No corpo,
é cicatriz...
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sábado, 4 de junho de 2016
Cadáver
Já não sente
Já não vê
Já não grita
Já não ouve,
compreende
ou duvida.
Não reage
esqueceu-se
na partida.
Desistiu no caminho
Tornou-se um cadáver
que respira.
Já não vê
Já não grita
Já não ouve,
compreende
ou duvida.
Não reage
esqueceu-se
na partida.
Desistiu no caminho
Tornou-se um cadáver
que respira.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Crush
Some may sing:
"It's just a little crush"
But this size doesn't matter much
when they crush your heart.
domingo, 20 de dezembro de 2015
Prece
Está chegando o momento
Do incenso utilizar
Para minhas preces
Ao céu elevar
O pedido sincero
Que faço neste Natal
É paz, harmonia,
Um mundo mais leal.
Do incenso utilizar
Para minhas preces
Ao céu elevar
O pedido sincero
Que faço neste Natal
É paz, harmonia,
Um mundo mais leal.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Tocha
Num símbolo,
pequeno
muito se carrega...
Poder divino
trazido aos mortais.
Chama,
convida a união.
Garra,
Luta,
Persistência,
Disputa.
Haverá um campeão!
Arde,
motiva e impulsiona,
Durante todo o tempo,
inflama.
Ei-la
brilhando sobre a rocha.
Não,
não é apenas uma tocha.
pequeno
muito se carrega...
Poder divino
trazido aos mortais.
Chama,
convida a união.
Garra,
Luta,
Persistência,
Disputa.
Haverá um campeão!
Arde,
motiva e impulsiona,
Durante todo o tempo,
inflama.
Ei-la
brilhando sobre a rocha.
Não,
não é apenas uma tocha.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
(Sur)presa
Sua presa era assustadora
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
O precipício
Parecia o caminho mais fácil pra fugir do abismo que sentia por dentro. Perdera as contas de quantas vezes esteve à beira do precipício, mas essa era a segunda vez em que era literal. A vida não lhe tinha sido muito generosa. Vivia angustiada, sentia-se inútil, nada parecia certo. Se perguntava continuamente o porquê de estar viva e por diversas vezes considerara solucionar esse problema. Mas era o tipo de decisão difícil de tomar.
Respirou fundo, correu e saltou...
Tremeu ao se ver sem chão, tremor que logo deu lugar a excitação ao se ver voando na segurança da Asa Delta. E que sensação a de sentir o ar em seu rosto e observar o cenário a sua volta.
A primeira vez em que estivera literalmente a beira do precipício tinha um objetivo bem diferente em mente. E estava decidida. Mesmo com a vertigem que a altura lhe trouxera, não pretendia desistir, no entanto, alguém a convenceu. Lhe disse que teria muito mais a ganhar se se lançasse de cara em novas experiências, que jamais saberia o que a vida tem a oferecer se não assumisse o risco de viver e que, olhando de uma nova perspectiva, os problemas pareceriam menores.
Decidiu não interromper a jornada e valeu a pena. Se sentia viva de verdade e, ao voar, acreditava ser capaz de alçar voos ainda maiores.
Respirou fundo, correu e saltou...
Tremeu ao se ver sem chão, tremor que logo deu lugar a excitação ao se ver voando na segurança da Asa Delta. E que sensação a de sentir o ar em seu rosto e observar o cenário a sua volta.
A primeira vez em que estivera literalmente a beira do precipício tinha um objetivo bem diferente em mente. E estava decidida. Mesmo com a vertigem que a altura lhe trouxera, não pretendia desistir, no entanto, alguém a convenceu. Lhe disse que teria muito mais a ganhar se se lançasse de cara em novas experiências, que jamais saberia o que a vida tem a oferecer se não assumisse o risco de viver e que, olhando de uma nova perspectiva, os problemas pareceriam menores.
Decidiu não interromper a jornada e valeu a pena. Se sentia viva de verdade e, ao voar, acreditava ser capaz de alçar voos ainda maiores.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Limpeza
Em meio a tanta gordura
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
sábado, 12 de dezembro de 2015
Amiga da onça
Aturo de tudo um pouco
Opero qualquer geringonça
A única coisa que não engulo
É aquela amiga da onça...
domingo, 6 de dezembro de 2015
O pianista
Toca
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
sábado, 5 de dezembro de 2015
Aquilo que queremos
Queremos muitas coisas
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Trincou
Já não sabia como começara a se sentir assim. Ou melhor, como começara a não sentir. Fazia muito tempo que vivia uma vida sem cor, nem mesmo cinza, e era indiferente a essas coisas que chamavam sentimentos. Nem raiva, nem medo, nem ansiedade, --- e isso até parecia bom não sentir --- nem carinho, nem amor --- e isso a deixava vazia. Era como se vivesse em uma redoma que a isolava dos sentimentos no mundo exterior. Acostumou-se a viver como uma máquina, fazendo o que tinha que fazer mecanicamente, sem nenhuma emoção que a impulsionasse. Seguindo a sua rotina, aprendeu a conviver com a apatia.
Era um dia como outro qualquer. Estava a caminho do trabalho. Enquanto aguardava junto a calçada para atravessar a rua, uma senhora pediu que a auxiliasse nessa tarefa. Prontamente, estendeu o braço e, juntas, atravessaram. Ao chegarem na calçada dou outro lado, a senhora abriu um sorriso e agradeceu-lhe fervorosamente. Tamanha foi a gratidão e simpatia que exalavam da senhora que não pôde se manter imune, não podia não sentir. E, naquele momento, o vidro trincou, sentiu algo. Seria a gratidão? A simpatia? Não sabia ao certo, mas parecia o início do fim da apatia.
Era um dia como outro qualquer. Estava a caminho do trabalho. Enquanto aguardava junto a calçada para atravessar a rua, uma senhora pediu que a auxiliasse nessa tarefa. Prontamente, estendeu o braço e, juntas, atravessaram. Ao chegarem na calçada dou outro lado, a senhora abriu um sorriso e agradeceu-lhe fervorosamente. Tamanha foi a gratidão e simpatia que exalavam da senhora que não pôde se manter imune, não podia não sentir. E, naquele momento, o vidro trincou, sentiu algo. Seria a gratidão? A simpatia? Não sabia ao certo, mas parecia o início do fim da apatia.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Pronome
Vem, substituto,
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
sexta-feira, 24 de julho de 2015
O Labirinto
Olho ao meu redor e já não sei o que fazer
Lembro do que passei para chegar aqui
Ao mesmo tempo, não sei ao certo por onde seguir
Busco decidir, um passo de cada vez
Indo com atenção, vigiando bem meus pés
Retrocedo quando é preciso e faço um novo caminho
Insisto, persisto, sabendo que o destino vale a pena
Não há fórmulas conhecidas, só se descobre seguindo
Tudo o que constato confirma o que sinto
O quanto a vida parece um labirinto.
Lembro do que passei para chegar aqui
Ao mesmo tempo, não sei ao certo por onde seguir
Busco decidir, um passo de cada vez
Indo com atenção, vigiando bem meus pés
Retrocedo quando é preciso e faço um novo caminho
Insisto, persisto, sabendo que o destino vale a pena
Não há fórmulas conhecidas, só se descobre seguindo
Tudo o que constato confirma o que sinto
O quanto a vida parece um labirinto.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Mãe no Delírio
Saía do trabalho quando encontra uma amiga e a saúda sorridente. Após os cumprimentos, ela o diz:
— Bem vi sua mãe no Delírio.
Por um momento, empalidece. Isto não condizia com o que conhecia de sua mãe. O susto é grande, os segundos parecem uma eternidade, falta o ar. A amiga vê sua confusão e completa:
— Ela estava almoçando ontem no Delírio Tropical.
Ao ouvir isso, respira aliviado.
— Bem vi sua mãe no Delírio.
Por um momento, empalidece. Isto não condizia com o que conhecia de sua mãe. O susto é grande, os segundos parecem uma eternidade, falta o ar. A amiga vê sua confusão e completa:
— Ela estava almoçando ontem no Delírio Tropical.
Ao ouvir isso, respira aliviado.
A febre
Ninguém nunca soube o porquê
Mas o fato era bem conhecido
Não gostava da dança, não suportava as canções
Nem a menção do nome era fácil engolir
Já saira da sua própria festa
Para não ter que ouví-los
Backstreet Boys! NAO!
A essa febre não iria se render
Mas o fato era bem conhecido
Não gostava da dança, não suportava as canções
Nem a menção do nome era fácil engolir
Já saira da sua própria festa
Para não ter que ouví-los
Backstreet Boys! NAO!
A essa febre não iria se render
domingo, 14 de junho de 2015
Futuro do pretérito
Escreveria uma linda poesia
Causaria uma boa impressão
Seria um tema por dia
Tiraria daí uma lição
Escreveria uma linda poesia
Que homenagearia o Futuro do Pretérito
Dia 13 seria o grande dia
Mas só no 14 obtive o mérito
Causaria uma boa impressão
Seria um tema por dia
Tiraria daí uma lição
Escreveria uma linda poesia
Que homenagearia o Futuro do Pretérito
Dia 13 seria o grande dia
Mas só no 14 obtive o mérito
sábado, 13 de junho de 2015
Papo de ônibus
Não queria escutar a conversa alheia mas, estando sozinha no ônibus, mesmo sem querer acabava deixando sua atenção ser pega por alguma. Foi o que aconteceu. De repente, pegou um final de frase e ouviu "...eutanásia!" com a maior alegria. Isso não fazia o menor sentido. Sabia o que significava e não achava que combinasse com a entonação dada. Não resistiu e começou a prestar atenção na conversa. Papo vai, papo vem. Uma história daqui, uma fofoca dali. E aquele papo não aparentava ter nenhum relação com a palavra que ouvira. Por fim, quando uma das senhoras se despedia pois estava prestes a descer do ônibus, ouviu: "Não é mesmo motivo de alegria?! Lineu, meu filhinho Lineu tá na Ásia!" E então tudo fez sentido...
O equilibrista
Não importa a altura, nem a dificuldade
Pode ser estreito ou até tremer
Passem ventos, façam barulho
Sua concentração é preciso manter
Mesmo com todas as adversidades
Se mantém de pé, em equilíbrio
Seja no picadeiro, no palco ou na vida
O equilibrista é um verdadeiro artista
Pode ser estreito ou até tremer
Passem ventos, façam barulho
Sua concentração é preciso manter
Mesmo com todas as adversidades
Se mantém de pé, em equilíbrio
Seja no picadeiro, no palco ou na vida
O equilibrista é um verdadeiro artista
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Novo caminho
Estava de saída.
Enfim, decidira optar pela mudança. Receava enfrentar o que a esperava. Há muito vivia desta maneira e temia o novo. Mas o que vivia ali ja nao poderia mais se chamar vida. Doía pensar em tudo o que passou. Era difícil acreditar como se submetera a tantos ultrajes. Finalmente, encontrou a coragem dentro de si, pegou tudo o que lhe pertencia, que não era muito, e foi seguir seu novo caminho. Dignidade reestabelecida.
Deixou para trás somente o molho de chaves pois por essa porta não mais entraria.
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