sábado, 13 de junho de 2015

O equilibrista

Não importa a altura, nem a dificuldade
Pode ser estreito ou até tremer
Passem ventos, façam barulho
Sua concentração é preciso manter
Mesmo com todas as adversidades
Se mantém de pé, em equilíbrio
Seja no picadeiro, no palco ou na vida
O equilibrista é um verdadeiro artista

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Novo caminho

Estava de saída. 
Enfim, decidira optar pela mudança. Receava enfrentar o que a esperava. Há muito vivia desta maneira e temia o novo. Mas o que vivia ali ja nao poderia mais se chamar vida. Doía pensar em tudo o que passou. Era difícil acreditar como se submetera a tantos ultrajes. Finalmente, encontrou a coragem dentro de si, pegou tudo o que lhe pertencia, que não era muito, e foi seguir seu novo caminho. Dignidade reestabelecida.
Deixou para trás somente o molho de chaves pois por essa porta não mais entraria.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Um dia frio...

Céu cinza, dia nublado.

Após a constatação, vem o desânimo, bate uma preguiça. Recorda-se e agradece a Deus por ser sábado. Dorme mais um pouco e acorda com mais disposição. Mas ainda nao sabe o que fazer. Definitivamente, não sairia de casa hoje. Não com esse clima.

Lembra-se, então, de uma bela canção de Djavan: "Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você..." e aceita a ideia. Não tem em quem pensar, mas o que não falta em sua casa são lugares aconchegantes para leitura. Prepara um chocolate quente, escolhe na estante um dos seus livros favoritos e coloca uma música ambiente, suave. MPB porque combina. Acomoda-se e mergulha nas páginas e letras.

Apesar do céu cinza, a manhã se torna colorida. Não poderia ser melhor...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Oh, Aorta!

Oh, Aorta! Como assim não estou morta?
Após perder algo, pra mim, tão vital
Esse amor que pensei ser imortal
E que se foi antes mesmo que percebesse.

Oh, Aorta! Esta dor me corta!
Depois de tudo, não imaginava que tanto ar teria
Desejava mergulhar nesta melancolia
E me asfixiar na triste solidão.

Oh, Aorta! É assim que te comportas?
Pensei que ao final saberias como agir
Que a melhor atitude saberias discernir
E me permitirias uma doce partida.

Oh, Aorta! Por que te importas?
Não pensei que fosses uma artéria arteira
Muito menos que fosses traiçoeira
E me negarias este meu desejo.

Oh, Aorta! Abra-me uma porta!
Tudo que eu queria era morrer de amor
Mas me obrigaste a viver com a dor
Então ajude-me a reaprender a amar.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O elefante é fã de PARMALAT

"O elefante é fã de PARMALAT"
Um dia ouvi dizer
Que coisa mais estranha
Pra uma propaganda de TV

Porque leite é mesmo coisa
Que gato gosta de beber
E não pra elefante
Que salada prefere comer

Talvez eles devessem
Focar no cachorro, que late
E esse verbo sim
Rima bem com PARMALAT

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Recanto

Lá era o lugar onde o problema se tornava menor
Era o abrigo onde se refugiava
A sombra de uma árvore, uma boa paisagem
Constituíam o local perfeito para um momento de solidão
Inspirava o ar, sentia o frescor
Com o seu violão a tocar uma canção em lá menor

terça-feira, 2 de junho de 2015

Minha Menina Marina

Seu rosto já não esconde as marcas da idade, reflete com clareza os muitos anos já vividos. Carrega consigo suas experiências: os anos de trabalho, os filhos criados, os netos que já davam trabalho. Soube tirar dos tropeços uma lição, dos sofrimentos, fortaleza, e valorizou sempre cada momento de alegria. Para quem a conhecia, era impossível não admirá-la.

Ao vê-la ajeitar com carinho a mesa do café da manhã, vejo sua incansável dedicação e seus graciosos movimentos. Os lugares sendo postos com toda delicadeza e a felicidade contagiante de quem aguarda a família numa linda manhã de domingo. Me pego mais uma vez admirando seu rosto. Suas rugas a deixavam ainda mais bonita, seu sorriso era a coisa mais cativante do mundo e era capaz de iluminar até as profundezas mais escuras.

Ela, então, percebe e olha pra mim. E ao olhar em seus olhos ainda vejo a jovem que um dia conheci e que mudou todo o meu mundo, sem a qual não soube mais viver e quem nunca mais deixei de amar. Mesmo velinha, para mim, será sempre: minha menina Marina!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Quem conta um conto...

...aumenta um ponto, diz o ditado. Sendo assim, vou aumentar dois pontos no próximo sábado, dia 30 de maio, quando serão lançadas oito antologias da Andross Editora no evento Livros em Pauta. Tive o privilégio de ter dois contos aceitos para a publicação e participarei das antologias SEDE - contos distópicos sobre um futuro sem água e De repente, nós - contos de amor.

A Andross Editora é especializada na publicação de coletâneas literárias com textos de autores iniciantes. Os textos são enviados através do site da editora e devem seguir a temática proposta (há também coletâneas de temática livre). A Andross está recebendo até o fim de julho contos de amor e contos de terror (mais informações no site da editora).

Sempre admirei aqueles que sabem lidar bem com as palavras. Escrever é uma arte. Não considero uma tarefa fácil expressar ideias com a clareza e a riqueza de detalhes necessárias para o entendimento e envolvimento do leitor. E o que eu fazia bem era ser leitora. Me permiti arriscar um pouco no campo da escrita ao participar da edição de dezembro do Desafio de Escrita #PHpoemaday (participe da edição de junho). Uma amiga postou sobre o desafio no facebook e curti muito a ideia. Apesar de alguns atrasos, no fim de dezembro tinha cumprido o desafio e escrito um texto para cada um dos 31 temas propostos (veja meus textos). Foi uma experiência muito boa.

No início deste ano, fiquei sabendo através de um blog literário que a Andross estava selecionando textos para diversas coletâneas. Alguns temas me chamaram muita atenção e fiquei com vontade de tentar participar. O desafio era grande. Nunca havia escrito um conto e a criatividade não era tão grande assim. Mas saiu. Aproveitando a deixa do Carnaval, escrevi o conto que enviei pro SEDE e, no último dia do prazo de envio à noite, escrevi a primeira versão do conto que enviei pro De Repente, Nós. Esta primeira versão não foi aceita, mas com as preciosíssimas sugestões do organizador e as dicas de algumas amigas consegui modificá-lo de maneira satisfatória e o nova versão foi aceita para publicação. Agradeço aos dois organizadores, ao editor, revisores e toda equipe da Andross por toda dedicação e atenção a todos os detalhes dessas publicações, e pela oportunidade que tive de participar destes trabalhos.

O lançamento será no dia 30 de maio, na 5ª edição do evento Livros em Pauta - Congresso de Literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds em São Paulo. O evento é gratuito e está com uma programação incrível.




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Tudo queria ser

Uma coisa que me aflige
é a necessidade de escolher
aquilo que farei 
toda a vida, até morrer
Mas, por que tenho que optar
por uma única profissão?
Por que tenho que me limitar
e seguir a convenção?
E se não desejasse seguir
uma única conjugação?

Num dia, acho que prefiro 
a 1ª conjugação, a do AMAR.
Me rendendo a magia da música,
quero tocar, cantar e dançar.
Também me fascina
O mundo pesquisar e desvendar.
E quanta felicidade 
se tem ao ensinar.
Não guardar o que tem só para si
mas, o conhecimento, compartilhar.

Às vezes, só quero SER
e sou 2ª conjugação.
Sei que é meio egoísta 
mas traz muita satisfação.
Desejo somente aprender 
e em sabedoria crescer.
Me rendendo ao doce prazer 
que tenho ao ler e escrever
entendo que o bom da vida, 
é saber viver!

Por fim, também recorro,
a 3ª conjugação, a do SENTIR.
Aqui expresso toda vontade
Que tenho de traduzir.
Conhecendo outras línguas
Me ponho a interagir
e, por onde quer que passe,
estou sempre a sorrir.
Com toda essa liberdade
como não se divertir?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Salmo 117(118) - 2º Domingo da Páscoa - Ano B

Sugestão de melodia para o salmo do próximo domingo (12/4/2015). A cifra pode ser baixada aqui e o áudio em .mp3 aqui.



Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
eterna é a sua misericórdia!'

2A casa de Israel agora o diga:*
'Eterna é a sua misericórdia!'
3A casa de Aarão agora o diga:*
'Eterna é a sua misericórdia!'
4Os que temem o Senhor agora o digam:*
'Eterna é a sua misericórdia!'R.

16aA mão direita do Senhor fez maravilhas,
16ba mão direita do Senhor me levantou,*
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'
17Não morrerei, mas ao contrário, viverei*
para cantar as grandes obras do Senhor!*
18O Senhor severamente me provou,*
mas não me abandonou às mãos da morte.R.

22'A pedra que os pedreiros rejeitaram,*
tornou-se agora a pedra angular.
23Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:*
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
24Este é o dia que o Senhor fez para nós,*
alegremo-nos e nele exultemos!R.