Inconsequentes,
nos jogamos,
insistimos,
experimentamos.
Tudo pela novidade,
pelo gosto doce
da felicidade
procurada
no inesperado.
Adrenalina,
fuga da rotina,
altas apostas:
"Eis a sorte à porta".
No entanto,
quanto mais alto
maior o tombo.
Ilesos,
não ficamos.
O tempo cura,
a ferida sara,
a dor ameniza.
Mas o corte profundo
jamais é esquecido
Nas lembranças,
é revivido
No corpo,
é cicatriz...
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sábado, 4 de junho de 2016
Cadáver
Já não sente
Já não vê
Já não grita
Já não ouve,
compreende
ou duvida.
Não reage
esqueceu-se
na partida.
Desistiu no caminho
Tornou-se um cadáver
que respira.
Já não vê
Já não grita
Já não ouve,
compreende
ou duvida.
Não reage
esqueceu-se
na partida.
Desistiu no caminho
Tornou-se um cadáver
que respira.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Crush
Some may sing:
"It's just a little crush"
But this size doesn't matter much
when they crush your heart.
domingo, 20 de dezembro de 2015
Festa, conversa e esperança
Não,
isso não é um samba
Porém, deveria ser
Pois todos os fatos
Aqui descritos ou narrados
Retratam
aventuras em Vila Isabel,
Famosa terra de Noel.
Celebrávamos doutores
Recém-certificados
Que, na cara de pau,
Chegaram atrasados
Mas, tão ilustres eram
Que na festividade
Contaram com a presença
De diversas celebridades.
Escritores e youtubers
Fizeram sua aparição
E até um gibi
Não quis perder o festão.
Um poeta prometeu
Os eventos, registrar,
E, nessa poesia,
Espera não decepcionar.
Um OVNI bem sociável
Não quis ficar de fora
Pela janela adentrou
E aguardou a sua hora.
Honey, um docinho,
Estava apimentado
Garantindo a diversão
De todos os convidados.
Nosso anfitrião era especialista
Em memes maneiros criar
Estava sempre observando
Com sua inventividade ímpar
Claro que a Katy Perry
Não conseguiria escapar
E seu destaque seria
O slogan "Vou bombar!"
Um clássico cinematográfico
Mereceu ser mencionado
O satânico Dr. No
De 007, o primeiro adversário.
Considerando um lançamento atual
De comparável tamanho e porte
Mencionou-se Star Wars
E sua Estrela da Morte
Na referência aos estudos
O MACHO foi recomendado
E o discurso de Nietzsche
Devidamente considerado.
Nosso OVNI, de repente,
Resolveu ser temido
A menção ao estranho
Trouxe charme e beleza
E passou despercebido
Que o assunto era pesquisa
A galera observava
E, aparentemente, curtia
Quem disse que físicos
Não sabem fazer poesia?
Todos eram muito humildes
Sem mania de grandeza
E altura possuíam
Dentro da incerteza
Tentavam negar
Mas no rosto se via
Todos se sentiam
Como "Aquela dos 30"
Finda a noite, chega o dia
Encerrando o besteirol
O horário da partida
Veio com o nascer do sol.
Saíram bem de mansinho
Cada um com o que é seu
E disseram que a esperança
Era mesmo um louva-a-deus.
isso não é um samba
Porém, deveria ser
Pois todos os fatos
Aqui descritos ou narrados
Retratam
aventuras em Vila Isabel,
Famosa terra de Noel.
Celebrávamos doutores
Recém-certificados
Que, na cara de pau,
Chegaram atrasados
Mas, tão ilustres eram
Que na festividade
Contaram com a presença
De diversas celebridades.
Escritores e youtubers
Fizeram sua aparição
E até um gibi
Não quis perder o festão.
Um poeta prometeu
Os eventos, registrar,
E, nessa poesia,
Espera não decepcionar.
Um OVNI bem sociável
Não quis ficar de fora
Pela janela adentrou
E aguardou a sua hora.
Honey, um docinho,
Estava apimentado
Garantindo a diversão
De todos os convidados.
Nosso anfitrião era especialista
Em memes maneiros criar
Estava sempre observando
Com sua inventividade ímpar
Claro que a Katy Perry
Não conseguiria escapar
E seu destaque seria
O slogan "Vou bombar!"
Um clássico cinematográfico
Mereceu ser mencionado
O satânico Dr. No
De 007, o primeiro adversário.
Considerando um lançamento atual
De comparável tamanho e porte
Mencionou-se Star Wars
E sua Estrela da Morte
Na referência aos estudos
O MACHO foi recomendado
E o discurso de Nietzsche
Devidamente considerado.
Com o papo de Sócrates
E manipulação entre casais
E manipulação entre casais
Quase estavam ofertando
O famoso 2 reais.
Nosso OVNI, de repente,
Resolveu ser temido
Nessa hora o anfitrião
Já tinha se recolhido.
Identificado como Esperança
trouxe foi o desespero
As meninas em pânico
Não podiam ir ao banheiro
Com essa reviravolta
O assunto ficou sério
Encontramos vários especialistas
No extermínio de insetos.
Um fogo de desodorante
Percevejos, já exterminou
Um maçarico culinário
Também podia ser promissor.
Trouxe charme e beleza
E passou despercebido
Que o assunto era pesquisa
A galera observava
E, aparentemente, curtia
Quem disse que físicos
Não sabem fazer poesia?
Todos eram muito humildes
Sem mania de grandeza
E altura possuíam
Dentro da incerteza
Tentavam negar
Mas no rosto se via
Todos se sentiam
Como "Aquela dos 30"
Finda a noite, chega o dia
Encerrando o besteirol
O horário da partida
Veio com o nascer do sol.
Saíram bem de mansinho
Cada um com o que é seu
E disseram que a esperança
Era mesmo um louva-a-deus.
Prece
Está chegando o momento
Do incenso utilizar
Para minhas preces
Ao céu elevar
O pedido sincero
Que faço neste Natal
É paz, harmonia,
Um mundo mais leal.
Do incenso utilizar
Para minhas preces
Ao céu elevar
O pedido sincero
Que faço neste Natal
É paz, harmonia,
Um mundo mais leal.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Tocha
Num símbolo,
pequeno
muito se carrega...
Poder divino
trazido aos mortais.
Chama,
convida a união.
Garra,
Luta,
Persistência,
Disputa.
Haverá um campeão!
Arde,
motiva e impulsiona,
Durante todo o tempo,
inflama.
Ei-la
brilhando sobre a rocha.
Não,
não é apenas uma tocha.
pequeno
muito se carrega...
Poder divino
trazido aos mortais.
Chama,
convida a união.
Garra,
Luta,
Persistência,
Disputa.
Haverá um campeão!
Arde,
motiva e impulsiona,
Durante todo o tempo,
inflama.
Ei-la
brilhando sobre a rocha.
Não,
não é apenas uma tocha.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
(Sur)presa
Sua presa era assustadora
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Limpeza
Em meio a tanta gordura
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
sábado, 12 de dezembro de 2015
Amiga da onça
Aturo de tudo um pouco
Opero qualquer geringonça
A única coisa que não engulo
É aquela amiga da onça...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Sinuca, chocolate e poesia
Comemorando mais uma primavera,
A noite prometia
Iniciando timidamente
Com chocolate e poesia
Com a galera reunida
Estava garantida a zueira
Do mármore de tua bunda
À Aorta, a artéria arteira
Com esse povo não tem bagunça
Tudo é bem organizado
E os times já chegaram
Devidamente uniformizados
Fabrício, o rei da sinuca
Mostrou toda a sua habilidade
Humilhou os coleguinhas
Sem dó nem piedade
Zefinha, sua companheira
Também não ficou pra trás
Com jogadas bem boladas
Mostrou seu lado audaz
Roberto, chamado "eu"
Não sabia o que fazer
Até que seu lado sinuqueiro
Resolveu aparecer
Thamys começou tímida
Parecia só observar
Mas, com uma pequena ajudinha,
Começou a finalizar
Bruno veio no atraso
Mas mostrou o seu valor
E entre os destaques
O seu nome figurou
Eli, a aniversariante,
Preferiu inovar
E na imunidade dos tracinhos
Ninguém pôde lhe ganhar
Eu bem disse no momento
Jogar sinuca não sei fazer
Melhor seria se tentasse
Uma poesia, escrever
No final o que rolou
Foi o jogo das iniciais
Que acabou se mostrando,
Entre todos, o mais voraz
Em trios organizado
Rendeu um bom tanto
E foi, por fim, terminado
Com tudo preto no branco
domingo, 6 de dezembro de 2015
O pianista
Toca
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
sábado, 5 de dezembro de 2015
Aquilo que queremos
Queremos muitas coisas
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Pronome
Vem, substituto,
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
sexta-feira, 24 de julho de 2015
O Labirinto
Olho ao meu redor e já não sei o que fazer
Lembro do que passei para chegar aqui
Ao mesmo tempo, não sei ao certo por onde seguir
Busco decidir, um passo de cada vez
Indo com atenção, vigiando bem meus pés
Retrocedo quando é preciso e faço um novo caminho
Insisto, persisto, sabendo que o destino vale a pena
Não há fórmulas conhecidas, só se descobre seguindo
Tudo o que constato confirma o que sinto
O quanto a vida parece um labirinto.
Lembro do que passei para chegar aqui
Ao mesmo tempo, não sei ao certo por onde seguir
Busco decidir, um passo de cada vez
Indo com atenção, vigiando bem meus pés
Retrocedo quando é preciso e faço um novo caminho
Insisto, persisto, sabendo que o destino vale a pena
Não há fórmulas conhecidas, só se descobre seguindo
Tudo o que constato confirma o que sinto
O quanto a vida parece um labirinto.
terça-feira, 16 de junho de 2015
A febre
Ninguém nunca soube o porquê
Mas o fato era bem conhecido
Não gostava da dança, não suportava as canções
Nem a menção do nome era fácil engolir
Já saira da sua própria festa
Para não ter que ouví-los
Backstreet Boys! NAO!
A essa febre não iria se render
Mas o fato era bem conhecido
Não gostava da dança, não suportava as canções
Nem a menção do nome era fácil engolir
Já saira da sua própria festa
Para não ter que ouví-los
Backstreet Boys! NAO!
A essa febre não iria se render
domingo, 14 de junho de 2015
Futuro do pretérito
Escreveria uma linda poesia
Causaria uma boa impressão
Seria um tema por dia
Tiraria daí uma lição
Escreveria uma linda poesia
Que homenagearia o Futuro do Pretérito
Dia 13 seria o grande dia
Mas só no 14 obtive o mérito
Causaria uma boa impressão
Seria um tema por dia
Tiraria daí uma lição
Escreveria uma linda poesia
Que homenagearia o Futuro do Pretérito
Dia 13 seria o grande dia
Mas só no 14 obtive o mérito
sábado, 13 de junho de 2015
O equilibrista
Não importa a altura, nem a dificuldade
Pode ser estreito ou até tremer
Passem ventos, façam barulho
Sua concentração é preciso manter
Mesmo com todas as adversidades
Se mantém de pé, em equilíbrio
Seja no picadeiro, no palco ou na vida
O equilibrista é um verdadeiro artista
Pode ser estreito ou até tremer
Passem ventos, façam barulho
Sua concentração é preciso manter
Mesmo com todas as adversidades
Se mantém de pé, em equilíbrio
Seja no picadeiro, no palco ou na vida
O equilibrista é um verdadeiro artista
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Oh, Aorta!
Oh, Aorta! Como assim não estou morta?
Após perder algo, pra mim, tão vital
Esse amor que pensei ser imortal
E que se foi antes mesmo que percebesse.
Oh, Aorta! Esta dor me corta!
Depois de tudo, não imaginava que tanto ar teria
Desejava mergulhar nesta melancolia
E me asfixiar na triste solidão.
Oh, Aorta! É assim que te comportas?
Pensei que ao final saberias como agir
Que a melhor atitude saberias discernir
E me permitirias uma doce partida.
Oh, Aorta! Por que te importas?
Não pensei que fosses uma artéria arteira
Muito menos que fosses traiçoeira
E me negarias este meu desejo.
Oh, Aorta! Abra-me uma porta!
Tudo que eu queria era morrer de amor
Mas me obrigaste a viver com a dor
Então ajude-me a reaprender a amar.
Após perder algo, pra mim, tão vital
Esse amor que pensei ser imortal
E que se foi antes mesmo que percebesse.
Oh, Aorta! Esta dor me corta!
Depois de tudo, não imaginava que tanto ar teria
Desejava mergulhar nesta melancolia
E me asfixiar na triste solidão.
Oh, Aorta! É assim que te comportas?
Pensei que ao final saberias como agir
Que a melhor atitude saberias discernir
E me permitirias uma doce partida.
Oh, Aorta! Por que te importas?
Não pensei que fosses uma artéria arteira
Muito menos que fosses traiçoeira
E me negarias este meu desejo.
Tudo que eu queria era morrer de amor
Mas me obrigaste a viver com a dor
Então ajude-me a reaprender a amar.
terça-feira, 9 de junho de 2015
O elefante é fã de PARMALAT
"O elefante é fã de PARMALAT"
Um dia ouvi dizer
Que coisa mais estranha
Pra uma propaganda de TV
Porque leite é mesmo coisa
Que gato gosta de beber
E não pra elefante
Que salada prefere comer
Talvez eles devessem
Focar no cachorro, que late
E esse verbo sim
Rima bem com PARMALAT
Um dia ouvi dizer
Que coisa mais estranha
Pra uma propaganda de TV
Porque leite é mesmo coisa
Que gato gosta de beber
E não pra elefante
Que salada prefere comer
Talvez eles devessem
Focar no cachorro, que late
E esse verbo sim
Rima bem com PARMALAT
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Recanto
Lá era o lugar onde o problema se tornava menor
Era o abrigo onde se refugiava
A sombra de uma árvore, uma boa paisagem
Constituíam o local perfeito para um momento de solidão
Inspirava o ar, sentia o frescor
Com o seu violão a tocar uma canção em lá menor
Era o abrigo onde se refugiava
A sombra de uma árvore, uma boa paisagem
Constituíam o local perfeito para um momento de solidão
Inspirava o ar, sentia o frescor
Com o seu violão a tocar uma canção em lá menor
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