Num símbolo,
pequeno
muito se carrega...
Poder divino
trazido aos mortais.
Chama,
convida a união.
Garra,
Luta,
Persistência,
Disputa.
Haverá um campeão!
Arde,
motiva e impulsiona,
Durante todo o tempo,
inflama.
Ei-la
brilhando sobre a rocha.
Não,
não é apenas uma tocha.
sábado, 19 de dezembro de 2015
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
(Sur)presa
Sua presa era assustadora
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
Dava medo só de olhar
Às vezes, um dinossauro
Noutras, tigre estava lá
Toda vez que o encarava
Me via em um embate
Mas, era Surpresa
Como resistir a esse chocolate?
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
O precipício
Parecia o caminho mais fácil pra fugir do abismo que sentia por dentro. Perdera as contas de quantas vezes esteve à beira do precipício, mas essa era a segunda vez em que era literal. A vida não lhe tinha sido muito generosa. Vivia angustiada, sentia-se inútil, nada parecia certo. Se perguntava continuamente o porquê de estar viva e por diversas vezes considerara solucionar esse problema. Mas era o tipo de decisão difícil de tomar.
Respirou fundo, correu e saltou...
Tremeu ao se ver sem chão, tremor que logo deu lugar a excitação ao se ver voando na segurança da Asa Delta. E que sensação a de sentir o ar em seu rosto e observar o cenário a sua volta.
A primeira vez em que estivera literalmente a beira do precipício tinha um objetivo bem diferente em mente. E estava decidida. Mesmo com a vertigem que a altura lhe trouxera, não pretendia desistir, no entanto, alguém a convenceu. Lhe disse que teria muito mais a ganhar se se lançasse de cara em novas experiências, que jamais saberia o que a vida tem a oferecer se não assumisse o risco de viver e que, olhando de uma nova perspectiva, os problemas pareceriam menores.
Decidiu não interromper a jornada e valeu a pena. Se sentia viva de verdade e, ao voar, acreditava ser capaz de alçar voos ainda maiores.
Respirou fundo, correu e saltou...
Tremeu ao se ver sem chão, tremor que logo deu lugar a excitação ao se ver voando na segurança da Asa Delta. E que sensação a de sentir o ar em seu rosto e observar o cenário a sua volta.
A primeira vez em que estivera literalmente a beira do precipício tinha um objetivo bem diferente em mente. E estava decidida. Mesmo com a vertigem que a altura lhe trouxera, não pretendia desistir, no entanto, alguém a convenceu. Lhe disse que teria muito mais a ganhar se se lançasse de cara em novas experiências, que jamais saberia o que a vida tem a oferecer se não assumisse o risco de viver e que, olhando de uma nova perspectiva, os problemas pareceriam menores.
Decidiu não interromper a jornada e valeu a pena. Se sentia viva de verdade e, ao voar, acreditava ser capaz de alçar voos ainda maiores.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Limpeza
Em meio a tanta gordura
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
Olhando aquela sujeira
Não pude ficar quieta
Precisava me manifestar
Chegando ao pé do ouvido
Apressei-me logo em dizer:
Já devia ter aprendido
Detergente é Ipê!
sábado, 12 de dezembro de 2015
Amiga da onça
Aturo de tudo um pouco
Opero qualquer geringonça
A única coisa que não engulo
É aquela amiga da onça...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Sinuca, chocolate e poesia
Comemorando mais uma primavera,
A noite prometia
Iniciando timidamente
Com chocolate e poesia
Com a galera reunida
Estava garantida a zueira
Do mármore de tua bunda
À Aorta, a artéria arteira
Com esse povo não tem bagunça
Tudo é bem organizado
E os times já chegaram
Devidamente uniformizados
Fabrício, o rei da sinuca
Mostrou toda a sua habilidade
Humilhou os coleguinhas
Sem dó nem piedade
Zefinha, sua companheira
Também não ficou pra trás
Com jogadas bem boladas
Mostrou seu lado audaz
Roberto, chamado "eu"
Não sabia o que fazer
Até que seu lado sinuqueiro
Resolveu aparecer
Thamys começou tímida
Parecia só observar
Mas, com uma pequena ajudinha,
Começou a finalizar
Bruno veio no atraso
Mas mostrou o seu valor
E entre os destaques
O seu nome figurou
Eli, a aniversariante,
Preferiu inovar
E na imunidade dos tracinhos
Ninguém pôde lhe ganhar
Eu bem disse no momento
Jogar sinuca não sei fazer
Melhor seria se tentasse
Uma poesia, escrever
No final o que rolou
Foi o jogo das iniciais
Que acabou se mostrando,
Entre todos, o mais voraz
Em trios organizado
Rendeu um bom tanto
E foi, por fim, terminado
Com tudo preto no branco
domingo, 6 de dezembro de 2015
O pianista
Toca
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
Ouço
Me toca
Sinto
Me entrego
Viajo
Sonho
Realizo...
Difícil expressar
Todas as emoções contidas
O que é possível experimentar
Através das notas do pianista
sábado, 5 de dezembro de 2015
Aquilo que queremos
Queremos muitas coisas
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
Que achamos necessário
Aprender um idioma
Terminar um doutorado
Mas demanda muito esforço
Tantas coisas buscarmos
E o tempo precioso
Nos parece muito escasso...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Trincou
Já não sabia como começara a se sentir assim. Ou melhor, como começara a não sentir. Fazia muito tempo que vivia uma vida sem cor, nem mesmo cinza, e era indiferente a essas coisas que chamavam sentimentos. Nem raiva, nem medo, nem ansiedade, --- e isso até parecia bom não sentir --- nem carinho, nem amor --- e isso a deixava vazia. Era como se vivesse em uma redoma que a isolava dos sentimentos no mundo exterior. Acostumou-se a viver como uma máquina, fazendo o que tinha que fazer mecanicamente, sem nenhuma emoção que a impulsionasse. Seguindo a sua rotina, aprendeu a conviver com a apatia.
Era um dia como outro qualquer. Estava a caminho do trabalho. Enquanto aguardava junto a calçada para atravessar a rua, uma senhora pediu que a auxiliasse nessa tarefa. Prontamente, estendeu o braço e, juntas, atravessaram. Ao chegarem na calçada dou outro lado, a senhora abriu um sorriso e agradeceu-lhe fervorosamente. Tamanha foi a gratidão e simpatia que exalavam da senhora que não pôde se manter imune, não podia não sentir. E, naquele momento, o vidro trincou, sentiu algo. Seria a gratidão? A simpatia? Não sabia ao certo, mas parecia o início do fim da apatia.
Era um dia como outro qualquer. Estava a caminho do trabalho. Enquanto aguardava junto a calçada para atravessar a rua, uma senhora pediu que a auxiliasse nessa tarefa. Prontamente, estendeu o braço e, juntas, atravessaram. Ao chegarem na calçada dou outro lado, a senhora abriu um sorriso e agradeceu-lhe fervorosamente. Tamanha foi a gratidão e simpatia que exalavam da senhora que não pôde se manter imune, não podia não sentir. E, naquele momento, o vidro trincou, sentiu algo. Seria a gratidão? A simpatia? Não sabia ao certo, mas parecia o início do fim da apatia.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Pronome
Vem, substituto,
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
Pro nome descansar
Pode não ser o da rosa
Mas assume o seu lugar
Na pessoa do discurso
Conjuga o que vier
Mesmo que tortuoso
Aceita, objeto, ser
Trata com o respeito
Devido a quem de direito
E, ainda que desconhecido,
Sabe falar do sujeito
Demonstra a localidade,
Indica a posição
Com a mesma facilidade
Com que mostra possessão
Pergunta ao velho amigo
Argumenta e questiona
E aqueles divididos
Com prazer, os relaciona
Quisera eu, de verdade,
Mudaria até meu nome
Se tivesse a habilidade
Que possui o tal pronome
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